30 março 2009


O tempo foge, como fogem as andorinhas para longe. Mas não volta no próximo verão. O ano que passa vai ficar arrumado na memória das vivências de cada um, nas folhas dos jornais diários, e não tornará.Parece uma imagem muito pesada.Talvez seja.Devia aproveitar os dias que vão nascendo, desde o momento em que acordo à luz do sol que ainda vive, até ao instante inconsciente que me leva a adormecer. Mas, tantas vezes, as horas passam, o final do dia chega, e cansada, ignoro que o que sobrou do meu tempo, foram os minutos sossegados na viagem de regresso a casa: o rádio não tocava, por que não havia cobertura da antena...Quantas vezes Ele me pediu o meu tempo, o meu pensar, o meu agir...e eu me esqueci.Toma, fica com o meu dia e ata-me a Ti. E lembra-me para que seja este o primeiro pensamento quando o dia começa. Vou esforçar-me para fazer as coisas em condições, e para não ignorar a Tua presença. Por Ti. Vou chamar-Te para as minhas conversas, e pedir-Te que me dês dicas, quando me vir enrascado. Vou contar-Te que fiquei triste ou alegre, para que possamos aproximarmo-nos mais. Vou lembrar-Me de Ti quando tiver preguiça ou reclamar de alguma coisa que não me agrade: afinal Tu morreste por mim. Que farei eu por Ti?A vida pode ser tão cheia de acontecimentos maravilhosos ou excitantes ou importantes ou inesquecíveis, mas, sem Ti, todas as aventuras e venturas são iguais a tantas outras que por aí acontecem. Acabam por se tornar vazias. As pessoas que mostram ser mais felizes, na realidade não o são. Os seus momentos são sempre passageiros, e é deles que tiram os seus objectivos.Os Teus seguidores lembram-nos pelos tempos: "sê útil, deixa rasto...". Por Ti, o tempo faz sentido."What we do in life echoes in eternity..."

29 março 2009

Ensaios da Via Sacra...



É importante estarmos empenhados a 100% para que possamos vivê-la em pleno!
Que Deus nos ajude a estar com Ele na sua preparação!
Estaremos todos realmente empenhados nisso???
Pensem nisso... Rezem isso...

28 março 2009

26 março 2009

Personagens para a via sacra:
Boas manitos vejam este site para tirar ideias pros fatos da via sacra, brevemente mando mail com algumas fotos e com o nome das personagens... Colocarei aqui também os nomes e as personagens mas agora fica o endereço que encontrei é fixe....

Ensaios da missa!

Como o pai me amou!

25 março 2009

Eis que surgem as fotos da nossa última actividade...
A missa do dia do pai (festa da catequese)


A prova que quando queremos somos capazes de grandes feitos em nome d'Ele...



Obrigado Pai pelo que nos dás...


Missa em Gumiei:



Eram tantos os meninos, e os pais todos babados!!!




As "estrelas" cantam que se farta...


Ofertório, o miúdos estiveram muito bem coordenados e atentos!!


Eram tantos...

Missa de Lustosa:


A bateria acabou mas a missa foi linda!
Obrigado a todos vós e a Ti por estares sempre ao nosso lado...



23 março 2009




MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI PARA A XXIV JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE (5 DE ABRIL DE 2009)


“Pusemos a nossa esperança em Deus vivo” (1 Tm 4, 10)


Queridos amigos! Celebraremos no próximo Domingo de Ramos, a nível diocesano, a XXIV Jornada Mundial da Juventude. Enquanto nos preparamos para esta celebração anual, penso de novo com profunda gratidão ao Senhor no encontro que se realizou em Sidney, em Julho do ano passado: encontro inesquecível, durante o qual o Espírito Santo renovou a vida de numerosíssimos jovens que se reuniram de todo o mundo. A alegria da festa e o entusiasmo espiritual, experimentados durante aqueles dias, foram um sinal eloquente da presença do Espírito de Cristo. E agora estamos encaminhados para o encontro internacional em programa para Madrid em 2011, que terá como tema as palavras do Apóstolo Paulo: “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (cf. Cl 2, 7). Em vista deste encontro mundial dos jovens, queremos realizar juntos um percurso formativo, reflectindo em 2009 sobre a afirmação de São Paulo: “Pusemos a nossa esperança em Deus vivo” (1 Tm 4, 10), e em 2010 sobre a pergunta do jovem rico a Jesus: “Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?” (Mc 10, 17).


A juventude tempo da esperança


Em Sidney, a nossa atenção concentrou-se sobre o que o Espírito Santo diz hoje aos crentes, e em particular a vós, queridos jovens. Durante a Santa Missa conclusiva, exortei-vos a deixar-vos plasmar por Ele para serdes mensageiros do amor divino, capazes de construir um futuro de esperança para toda a humanidade. A questão da esperança está, na realidade, no centro da nossa vida de seres humanos e da nossa missão de cristãos, sobretudo na época contemporânea. Todos sentimos a necessidade da esperança, não de uma esperança qualquer, mas sim de uma ersperança firme e de confiança, como eu quis ressaltar na Encíclica Spe salvi. Em particular, a juventude é tempo de esperanças, porque olha para o futuro com várias expectativas. Quando se é jovem alimentam-se ideais, sonhos e projectos; a juventude é o tempo no qual amadurecem opções decisivas para o resto da vida. E talvez também por isto é a estação da existência na qual emergem com vigor as perguntas fundamentais: por que estou na terra? Qual é o sentido do viver? Que será da minha vida? E ainda: como alcançar a felicidade? Por que o sofrimento, a doença e a morte? O que existe depois da morte? Perguntas que se tornam insuportáveis quando nos devemos confrontar com obstáculos que por vezes parecem insuperáveis: dificuldades nos estudos, falta de trabalho, incompreensões na família, crises nas relações de amizade ou na construção de um entendimento conjugal, doenças ou deficiências, carência de recursos adequados como consequência da actual difundida crise económica e social. Então perguntamos: de onde haurir e como manter viva no coração a chama da esperança?


Na raiz da “grande esperança”



A experiência demonstra que as qualidades pessoais e os bens materiais não são suficientes para garantir a esperança da qual o coração humano está em busca constante. Como escrevi na citada Encíclica Spe salvi, a política, a ciência, a técnica, a economia e qualquer outro recurso material sozinhos não são suficientes para oferecer a grande esperança que todos desejamos. Esta esperança “só pode ser Deus, que abraça o universo e nos pode propor e dar aquilo que, sozinhos, não podemos conseguir” (n. 31). Eis por que uma das consequências principais do esquecimento de Deus é a evidente desorientação que marca as nossas sociedades, com consequências de solidão e violência, de insatisfação e perda de confiança que não raro terminam no desespero. É clara e forte a chamada que nos vem da Palavra de Deus: “Maldito o homem que confia noutro, que da carne faz o seu apoio e cujo coração vive distante do Senhor. Assemelha-se ao cardo do deserto, que, mesmo que lhe venha algum bem, não o sente” (Jr 17, 5-6).


A crise de esperança atinge mais facilmente as novas gerações que, em contextos socioculturais privados de certezas, de valores e de sólidos pontos de referência, encontram-se a enfrentar dificuldades que são maiores do que as suas forças. Penso, queridos amigos, em tantos coetâneos vossos, feridos pela vida, condicionados por uma imaturidade pessoal que muitas vezes é consequência de um vazio familiar, de opções educativas permissivas e libertárias e de experiências negativas e traumáticas. Para alguns e infelizmente não são poucos a saída quase obrigatória é uma fuga alienante com comportamentos de risco e violentos, na dependência de drogas e álcool, e em muitas outras formas de mal-estar juvenil. Contudo, também em quem se vem a encontrar em condições difíceis por ter seguido conselhos de “maus mestres”, não se apaga o desejo de amor verdadeiro e de autêntica felicidade. Mas como anunciar a esperança a estes jovens? Nós sabemos que só em Deus o ser humano encontra a sua verdadeira realização. O compromisso primário que interpela todos é portanto o de uma nova evangelização, que ajude as novas gerações a redescobrir o rosto autêntico de Deus, que é Amor. A vós, queridos jovens, que estais em busca de uma esperança firme, dirijo as mesmas palavras que São Paulo dirigia aos cristãos perseguidos na Roma de então: “Que o Deus da esperança vos encha plenamente de alegria e de paz na vossa crença, para que abundeis na esperança pela virtude do Espírito Santo” (Rm 15, 13). Durante este ano jubilar dedicado ao Apóstolo das Nações, por ocasião do bimilénio do seu nascimento, aprendamos dele a tornar-nos testemunhas credíveis da esperança cristã.


São Paulo testemunha da esperança


Encontrando-se imerso em dificuldades e provações de vários tipos, Paulo escrevia ao seu fiel discípulo: “Pusemos a nossa esperança em Deus vivo” (1Tm 4, 10). Como tinha nascido nele esta esperança? Para responder a esta pergunta devemos partir do seu encontro com Jesus ressuscitado no caminho de Damasco. Nessa época Saulo era um jovem como vós, com cerca de vinte ou vinte e cinco anos, seguidor da Lei de Moisés e decidido a combater com todos os meios quantos ele considerava inimigos de Deus (cf. Act 9, 1). Quando estava a caminho de Damasco para prender os seguidores de Cristo, foi envolvido por uma luz misteriosa e ouviu chamar pelo nome: “Saulo, Saulo, por que me persegues?”. Caindo por terra, perguntou: “Quem és Tu, Senhor?”. E aquela voz respondeu: “Eu sou Jesus, a quem tu persegues!” (cf. Act 9, 3-5). Depois daquele encontro, a vida de Paulo mudou radicalmente: recebeu o Baptismo e tornou-se apóstolo do Evangelho. No caminho de Damasco, ele foi interiormente transformado pelo Amor divino que encontrou na pessoa de Jesus Cristo. Um dia escreverá: “A vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e Se entregou a Si mesmo por mim” (Gl 2, 20). De perseguidor, tornou-se portanto testemunha e missionário: fundou comunidades cristãs na Ásia Menor e na Grécia, percorrendo milhares de quilómetros e enfrentando toda a espécie de peripécias, até ao martírio em Roma. Tudo por amor a Cristo.


A grande esperança está em Cristo


Para Paulo a esperança não é só um ideal ou um sentimento, mas uma pessoa viva: Jesus Cristo, Filho de Deus. Persuadido intimamente desta certeza, poderá escrever a Timóteo: “Pusemos a nossa esperança em Deus vivo” (1Tm 4, 10). O “Deus vivo” é Cristo ressuscitado e presente no mundo. É Ele a verdadeira esperança: Cristo que vive connosco e em nós e que nos chama a participar na sua própria vida eterna. Se não estamos sozinhos, se Ele está connosco, aliás, se é Ele o nosso presente e o nosso futuro, por que temer? A esperança do cristão é portanto desejar “o Reino dos céus e a vida eterna como nossa felicidade, pondo toda a confiança nas promessas de Cristo e apoiando-nos, não nas nossas forças, mas no socorro da graça do Espírito Santo” (Catecismo da Igreja Católica, 1817).O caminho rumo à grande esperança Assim como um dia encontrou o jovem Paulo, Jesus deseja encontrar também cada um de vós, queridos jovens. Sim, antes de ser um nosso desejo, este encontro é um desejo profundo de Cristo. Mas alguns de vós poderiam perguntar: como posso eu, hoje, encontrá-l’O? Ou também, de que modo Ele se aproxima de mim? A Igreja ensina que o desejo de encontrar o Senhor já é fruto da sua graça? Quando na oração expressamos a nossa fé, também na obscuridade já O encontramos porque Ele se oferece a nós. A oração perseverante abre o coração para O acolher, como explica Santo Agostinho: “O Senhor nosso Deus quer que nas orações se exercite o nosso desejo, de modo que nos tornemos capazes de receber o que Ele pretende dar-nos” (Cartas 130, 8, 17). A oração é dom do Espírito, que nos torna homens e mulheres de esperança, e rezar mantém o mundo aberto a Deus (cf. Enc. Spe salvi, 34).


Dai espaço à oração na vossa vida! Rezar sozinho é bom, mas ainda melhor e mais proveitoso é rezar juntos, porque o Senhor garantiu que está presente onde estiverem dois ou três reunidos no seu nome (cf. Mt 18, 20). Existem muitas formas de se familiarizar com Ele; existem experiências, grupos e movimentos, encontros e itinerários para aprender assim a rezar e a crescer na experiência da fé. Participai na liturgia nas vossas paróquias e alimentai-vos abundantemente da Palavra de Deus e da participação activa nos Sacramentos. Como sabeis, ápice e centro da existência e da missão de cada crente e comunidade cristã é a Eucaristia, sacramento de salvação na qual Cristo se faz presente e doa como alimento espiritual o seu próprio Corpo e Sangue para a vida eterna. Mistério deveras inefável! Em volta da Eucaristia nasce e cresce a Igreja, a grande família dos cristãos, na qual se entra com o Baptismo e nos renovamos constantemente graças ao sacramento da Reconciliação. Depois, os baptizados, mediante a Crisma, são confirmados pelo Espírito Santo para viver como autênticos amigos e testemunhas de Cristo, enquanto os Sacramentos da Ordem e do Matrimónio os tornam preparados para realizar as suas tarefas apostólicas na Igreja e no mundo. A Unção dos enfermos, por fim, faz-nos experimentar o conforto divino na doença e no sofrimento.


Agir em sintonia com a esperança cristã


Queridos jovens, se vos alimentardes de Cristo e viverdes imersos n’Ele como o apóstolo Paulo, não podereis deixar de falar d’Ele, de O fazer conhecer e amar por tantos vossos amigos e coetâneos. Tendo-vos tornado seus fiéis discípulos, sereis assim capazes de contribuir para formar comunidades cristãs impregnadas de amor como aquelas das quais fala o livro dos Actos dos Apóstolos. A Igreja conta convosco para esta empenhativa missão: não vos desencoragem as dificuldades e as provas que encontrardes. Sede pacientes e perseverantes, vencendo a natural tendência dos jovens para a pressa, para querer tudo e já.


Queridos amigos, como Paulo, testemunhai o Ressuscitado! Fazei-O conhecer a quantos, vossos coetâneos ou adultos, estão em busca da “grande esperança” que dê sentido à sua existência. Se Jesus se tornou a vossa esperança, dizei-o também aos outros com a vossa alegria e com o vosso compromisso espiritual, apostólico e social. Habitados por Cristo, depois de ter posto n’Ele a vossa fé e de lhe ter dado toda a vossa confiança, difundi esta esperança ao vosso redor. Fazei escolhas que manifestem a vossa fé; mostrai que compreendestes as insídias da idolatria do dinheiro, dos bens materiais, da carreira e do sucesso, e não vos deixeis atrair por estas quimeras falsas. Não cedais à lógica do interesse egoísta, mas cultivai o amor ao próximo e esforçai-vos por colocar a vós mesmos e as vossas capacidades humanas e profissionais ao serviço do bem comum e da verdade, sempre prontos a responder “a quem vos perguntar a razão da vossa esperança!” (1 Pd 3, 15). O cristão autêntico nunca está triste, mesmo quando tem que enfrentar provas de vários tipos, porque a presença de Jesus é o segredo da sua alegria e da sua paz.


Maria Mãe da Esperança


Modelo deste itinerário de vida apostólica seja para vós São Paulo, que alimentou a sua vida de fé e esperança constantes seguindo o exemplo de Abraão, do qual escreve na Carta aos Romanos: “Ele mesmo, contra o que podia esperar, acreditou que havia de ser pai de muitas nações” (Rm 4, 18). Por estas mesmas pegadas do povo da esperança formado pelos profetas e pelos santos de todos os tempos nós prosseguimos rumo à realização do Reino, e no nosso caminho acompanhe-nos a Virgem Maria, Mãe da Esperança. Aquela que encarnou a esperança de Israel, que doou ao mundo o Salvador e permaneceu, firme na esperança, aos pés da Cruz, é para nós modelo e amparo. Sobretudo, Maria intercede por nós e guia-nos na escuridão das nossas dificuldades para o alvorecer radioso do encontro com o Ressuscitado. Gostaria de concluir esta mensagem, queridos jovens amigos, fazendo minha uma bela e conhecida exortação de São Bernardo inspirada no título de Maria Stella maris, Estrela do mar: “Tu que na instabilidade contínua da vida presente, te vês mais a flutuar entre as tempestades do que a caminhar na terra, mantém fixo o olhar no esplendor desta estrela, se não quiseres ser aniquilado pelos furacões. Se insurgem os ventos das tentações e te encalhas entre as rochas das tribulações, olha para a estrela, invoca Maria… Nos perigos, nas angústias, nas perplexidades, pensa em Maria, invoca Maria… Seguindo os seus exemplos não te perderás; invocando-a não perderás a esperança; pensando nela não cairás no erro. Amparado nela não escorregarás; sob a sua protecção nada recearás; com a sua guia não te cansarás; com a sua protecção alcançarás a meta” (Homilias em louvor da Virgem Mãe, 2, 17).


Maria, Estrela do mar, sê tu a guiar os jovens do mundo inteiro ao encontro com o teu Filho divino Jesus, e sê ainda tu a celeste guarda da sua fidelidade ao Evangelho e da sua esperança.


Ao garantir a minha recordação quotidiana na oração por todos vós, queridos jovens, abençoo de coração a vós e às pessoas que vos são queridas.


Vaticano, 22 de Fevereiro de 2009.


Eis que ficam algumas recordações do ano que passou:
Aveiro 2008

Estes somos nós! Oh pra eles tão contentes ;)





Fujam está a chover :)


Olha que lindas! :)



Mãe estamos aqui!!!!!!










Encontro da jufra Zona Centro acolhido por nós em Valadares:


Abril 2008
















Mãe estou aqui!!!




A caminhada está a chegar ao fim!





Cansados da caminhada acolhamos o Senhor!



É só fome!



O motivo do encontro, Ele na eucaristia!!!

22 março 2009

Hoje começamos :)

Damos início a uma nova etapa deste blog que se encontra parado, a partir de hoje deixa de ser o meu blog para ser o Nosso local de oração na web, o grupo de emaús percorre os caminhos da rede.... Convidamos os leitores a partilharem connosco as suas dúvidas e alegrias...

Paz e Bem:

Nuno Matos

20 junho 2007



A ti, jovem, se dirige esta simples reflexão, que te convido a seguir.


Dois mil anos de cristianismo são um longo tempo de graça, de amor de Deus. Francisco de Assis é uma graça de Deus. Homem do século XIII, permanece actual pela sua espiritualidade e pelas suas intuições. Em Jesus e no Espírito, vive intensamente o amor de Deus Pai e descobre a sua gratuidade.
Um dia, diante do seu pai Pietro e do seu bispo Guido, Francisco, despojado de tudo, diz: Pai nosso que estais nos céus. A partir desse momento proclama em alta voz: o Amor não é amado.
Francisco sente-se nas mãos abertas de Deus Pai como um filho nos braços da mãe. Permanece nelas toda a sua vida, sentindo como Deus o forja. O Oleiro modela o seu barro. Nas mãos trabalhadoras e ternas de Deus vê e encontra todos os outros seres criados, com os quais se irmana em virtude da sua origem divina. Descobre como Deus, Pai comum, dá, a cada bocadinho de barro, a vida. E nas criaturas mais pequenas vê também o reflexo do Criador.
Sabe que está nas mãos de Deus por um especial dom do Seu amor. Na liberdade dos filhos de Deus, acolhe todas as coisas criadas como um dom de Deus. Canta a fraternidade universal e a tudo chama irmão ou irmã.
Diz Jesus: Bendigo-Te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos (Lc 10,21). Francisco, convertido num homem simples com uma fé cheia de amor, experimenta na contemplação o dom da revelação da divindade de Jesus Cristo. N' Ele descobre o rosto de Deus, num processo de interiorização que o faz viver intensamente o Nascimento, a Paixão, a Eucaristia, a Ressurreição do Senhor.
A peregrinação de Francisco consiste no seguimento dos passos libertadores de Jesus Cristo. Ardendo num amor sem limites, Francisco:
:: Quer viver o Evangelho.
:: Despoja-se de tudo e dá-o aos pobres.
:: Vive o silêncio interior em oração contemplativa.
:: Passa pela purificação do coração.
:: Numa constante conversão aprende a chamar Pai a Deus.
:: Escuta a Palavra de Deus.
:: Juntam-se-lhe irmãos, vivendo em fraternidade.
:: Constrói uma Igreja fraterna e servidora.
:: Deixa-se conduzir pelo Espírito.
Nós, os Capuchinhos, seguidores de Cristo no carisma franciscano, queremos:
:: Seguir Jesus Cristo com espírito evangélico.
:: Abrir-nos à experiência de Deus Pai.
:: Criar e viver a fraternidade.
:: Que os jovens, movidos pelo Espírito, venham partilhar connosco o seguimento evangélico.
:: Pelo compromisso de obediência, estar disponíveis para o serviço da Igreja e da fraternidade humana, até onde nos levar o Espírito.
Às portas do novo milénio, é uma tarefa entusiasmante criar fraternidade e construir a grande família dos filhos e filhas de Deus.
Seria, sem dúvida, uma grande alegria para o coração de Deus Pai se...
:: do coração de cada pessoa saísse frequentemente a eficaz e filial oração: Pai nosso que estais nos céus...
:: derrubássemos as barreiras que nos separam e separam as igrejas cristãs;
:: nos sentíssemos em qualquer lugar irmãos e irmãs pelo facto de sermos filhos e filhas de Deus;
:: trabalhássemos na construção do seu Reino.

Fr. Magí Setó in http://www.capuchinhos.org/

24 abril 2007



Cântico do Irmão Sol
(São Francisco de Assis)


Altíssimo, onipotente, bom Senhor,
Teus são o louvor, a glória, a honra
E toda a benção.
Só a ti, Altíssimo, são devidos;

E homem algum é digno
De te mencionar.
Louvado sejas, meu Senhor,
Com todas as tuas criaturas,
Especialmente o Senhor Irmão Sol,
Que clareia o dia
E com sua luz nos alumia.


E ele é belo e radiante
Com grande esplendor:

De ti, Altíssimo é a imagem.


E ele é belo e radiante
Com grande esplendor:

De ti, Altíssimo é a imagem.


Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Vento,
Pelo ar, ou nublado
Ou sereno, e todo o tempo
Pela qual às tuas criaturas dás sustento.

Louvado sejas, meu Senhor,
Pelos que perdoam por teu amor,
E suportam enfermidades e tribulações.
Bem aventurados os que sustentam a paz,
Que por ti, Altíssimo, serão coroados.


Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a Morte corporal,
Da qual homem algum pode escapar.
Ai dos que morrerem em pecado mortal!
Felizes os que ela achar
Conformes á tua santíssima vontade,
Porque a morte segunda não lhes fará mal!


Louvai e bendizei a meu Senhor,
E dai-lhe graças,
E servi-o com grande humildade.

22 fevereiro 2007

Mensagem de Bento XVI para a Quaresma de 2007
«Hão-de olhar para Aquele que trespassaram» (Jo 19,37).

Queridos irmãos e irmãs!

«Hão-de olhar para Aquele que trespassaram» (Jo 19, 37). Este é o tema bíblico que guia este ano a nossa reflexão quaresmal.
A Quaresma é tempo propício para aprender a deter-se com Maria e João, o discípulo predilecto, ao lado d'Aquele que, na Cruz, cumpre pela humanidade inteira o sacrifício da sua vida (cf. Jo 19, 25). Portanto, dirijamos o nosso olhar com participação mais viva, neste tempo de penitência e de oração, para Cristo crucificado que, morrendo no Calvário, nos revelou plenamente o amor de Deus. Detive-me sobre o tema do amor na Encíclica Deus caritas est, pondo em realce as suas duas formas fundamentais: o agape e o eros.

O amor de Deus: agape e eros

A palavra agape, muitas vezes presente no Novo Testamento, indica o amor oblativo de quem procura exclusivamente o bem do próximo; a palavra eros denota, ao contrário, o amor de quem deseja possuir o que lhe falta e anseia pela união com o amado. O amor com o qual Deus nos circunda é sem dúvida agape. De facto, pode o homem dar a Deus algo de bom que Ele já não possua? Tudo o que a criatura humana é e possui é dom divino: é portanto a criatura que tem necessidade de Deus em tudo. Mas o amor de Deus é também eros. No Antigo Testamento o Criador do universo mostra para com o povo que escolheu uma predilecção que transcende qualquer motivação humana. O profeta Oseias expressa esta paixão divina com imagens audazes, como a do amor de um homem por uma mulher adúltera (cf. 3, 1-3); Ezequiel, por seu lado, falando do relacionamento de Deus com o povo de Israel, não receia utilizar uma linguagem fervorosa e apaixonada (cf. 16, 1-22). Estes textos bíblicos indicam que o eros faz parte do próprio coração de Deus: o Omnipotente aguarda o «sim» das suas criaturas como um jovem esposo o da sua esposa. Infelizmente desde as suas origens a humanidade, seduzida pelas mentiras do Maligno, fechou-se ao amor de Deus, na ilusão de uma impossível auto-suficiência (cf. Gn 3, 1-7). Fechando-se em si mesmo, Adão afastou-se daquela fonte de vida que é o próprio Deus, e tornou-se o primeiro daqueles «que, pelo temor da morte, estavam toda a vida sujeitos à escravidão» (Hb 2, 15). Deus, contudo, não se deu por vencido, aliás o «não» do homem foi como que o estímulo decisivo que o levou a manifestar o seu amor em toda a sua força redentora.
A Cruz revela a plenitude do amor de Deus
É no mistério da Cruz que se revela plenamente o poder incontível da misericórdia do Pai celeste. Para reconquistar o amor da sua criatura, Ele aceitou pagar um preço elevadíssimo: o sangue do seu Filho Unigénito. A morte, que para o primeiro Adão era sinal extremo de solidão e de incapacidade, transformou-se assim no acto supremo de amor e de liberdade do novo Adão. Pode-se então afirmar, com São Máximo, o Confessor, que Cristo «morreu, se assim se pode dizer, divinamente, porque morreu livremente» (Ambigua, 91, 1956). Na Cruz manifesta-se o eros de Deus por nós. Eros é de facto como se expressa o Pseudo Dionísio aquela «força que não permite que o amante permaneça em si mesmo, mas o estimula a unir-se ao amado» (De divinis nominibus, IV, 13: PG 3, 712). Qual «eros mais insensato» (N. Cabasilas, Vita in Cristo, 648) do que aquele que levou o Filho de Deus a unir-se a nós até ao ponto de sofrer como próprias as consequências dos nossos delitos?
«Aquele que trespassaram»
Queridos irmãos e irmãs, olhemos para Cristo trespassado na Cruz! É Ele a revelação mais perturbadora do amor de Deus, um amor em que eros e agape, longe de se contraporem, se iluminam reciprocamente. Na Cruz é o próprio Deus que mendiga o amor da sua criatura: Ele tem sede do amor de cada um de nós. O apóstolo Tomé reconheceu Jesus como «Senhor e Deus» quando colocou o dedo na ferida do seu lado. Não surpreende que, entre os santos, muitos tenham encontrado no Coração de Jesus a expressão mais comovedora deste mistério de amor. Poder-se-ia até dizer que a revelação do eros de Deus ao homem é, na realidade, a expressão suprema do seu agape. Na verdade, só o amor no qual se unem o dom gratuito de si e o desejo apaixonado de reciprocidade infunde um enlevo que torna leves os sacrifícios mais pesados. Jesus disse: «E Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim» (Jo 12, 32). A resposta que o Senhor deseja ardentemente de nós é antes de tudo que acolhamos o seu amor e nos deixemos atrair por Ele. Mas aceitar o seu amor não é suficiente. É preciso corresponder a este amor e comprometer-se depois a transmiti-lo aos outros: Cristo «atrai-me para si» para se unir comigo, para que eu aprenda a amar os irmãos com o seu mesmo amor.
Sangue e água
«Hão-de olhar para Aquele que trespassaram». Olhemos com confiança para o lado trespassado de Jesus, do qual brotam «sangue e água» (Jo 19, 34)! Os Padres da Igreja consideraram estes elementos como símbolos dos sacramentos do Baptismo e da Eucaristia. Com a água do Baptismo, graças à acção do Espírito Santo, abre-se para nós a intimidade do amor trinitário. No caminho quaresmal, recordando o nosso Baptismo, somos exortados a sair de nós próprios e a abrir-nos, num abandono confiante, ao abraço misericordioso do Pai (cf. São João Crisóstomo, Catechesi, 3, 14 ss.). O sangue, símbolo do amor do Bom Pastor, flui em nós especialmente no mistério eucarístico: «A Eucaristia atrai-nos para o acto oblativo de Jesus... somos envolvidos na dinâmica da sua doação» (Enc. Deus caritas est, 13). Vivamos então a Quaresma como um tempo eucarístico», no qual, acolhendo o amor de Jesus, aprendemos a difundi-lo à nossa volta com todos os gestos e palavras. Contemplar «Aquele que trespassaram» estimular-nos-á desta forma a abrir o coração aos outros reconhecendo as feridas provocadas à dignidade do ser humano; impulsionar-nos-á, sobretudo, a combater qualquer forma de desprezo da vida e de exploração da pessoa e a aliviar os dramas da solidão e do abandono de tantas pessoas. A Quaresma seja para cada cristão uma experiência renovada do amor de Deus que nos foi dado em Cristo, amor que todos os dias devemos, por nossa vez, «dar novamente» ao próximo, sobretudo a quem mais sofre e é necessitado. Só assim poderemos participar plenamente da alegria da Páscoa. Maria, a Mãe do Belo Amor, nos guie neste itinerário quaresmal, caminho de conversão autêntica ao amor de Cristo. Desejo a vós, queridos irmãos e irmãs, um caminho quaresmal proveitoso, enquanto com afecto envio a todos uma especial Bênção Apostólica.
Vaticano, 21 de Novembro de 2006.
BENEDICTUS PP. XVI
SER JUFRA...
Deixo-vos um artigo que escrevi para o semente, o nosso jornal da JUFRA:

Quando penso no que é para mim ser JUFRA, um turbilhão de sentimentos rebentam do meu peito. É enorme o Amor que consigo sentir em cada um de vós, nos nossos cânticos, nos vossos sorrisos, na alegria que juntos vivemos quando em nome Dele nos reunimos. (Pensar que irei encontrar-vos de novo em mais um dia nacional, faz-me querer que os dias se reduzam a minutos e as horas a segundos).
Ser JUFRA, para mim, é ser capaz de olhar a vida com sorriso no rosto, é poder enfrentar as dificuldades que Deus coloca no nosso caminho com a força de Francisco.
Sinto que não tenho sido um jufrista exemplar, mas acredito que muito do que vivi na Jufra me fez ser uma pessoa diferente. Com Francisco descobri a força do Amor de Cristo, percebi que com a Sua ajuda sou capaz de levar a vida com mais significado. Aprendi a reconhecer como sou insignificante aos olhos de Deus, mas que mesmo assim Ele está a meu lado para me ajudar.
É bom sentir que tive o privilégio de, no decorrer da minha vida, me deixar inquietar com Francisco, de sentir Cristo de uma forma tão doce…
São sentimentos difíceis de exprimir por palavras, é uma enorme vontade de viver, de amar, de mostrar a todos que Nele está MESMO a salvação…
Sinto em vós a face de Cristo, a doçura do Seu amor, de tal forma que me sinto incompleto sem vós, sem a Jufra… Apenas posso dizer que me sinto Jufra, mas que estou em divida para convosco, merecem da minha parte mais empenho, mais tempo…

21 fevereiro 2007

QUARESMA :



1. Noção e história: É o tempo do Ano Litúrgico preparatório da Páscoa, a grande celebração do mistério da Salvação pela morte e ressurreição de J. C. Na actual disciplina litúrgica, vai da Quarta-Feira de Cinzas até Quin­ta-Feira Santa, excluindo a Missa da Ceia do Senhor, que já pertence ao Trí­duo Pascal. A Q. surgiu no séc. IV, a se­guir à paz de Constantino, quando mul­ti­dões de pagãos quiseram entrar na Igreja. Duas venerandas instituições a ela estão ligadas, a penitência pública e o catecumenado. Daí o seu duplo ca­rácter penitencial e baptismal. Ini­cial­men­te durava 3 semanas, mas depois, em Roma, foi alargada a 6 semanas (40 dias), com início no actual I Domingo da Quaresma (na altura denominado Quadragesima die, entenda-se 40.º dia anterior à Páscoa). O termo Qua­dra­ge­sima (que deu a nossa “Quaresma”) pas­sou depois a designar a duração dos 40 dias evocativos do jejum de J. C. no deserto a preparar-se para a vida pú­blica. Como, tradicionalmente, aos domingos nunca se jejuou, foi neces­sá­rio acres­centar alguns dias para se perfazerem os 40. Daí a antecipação do iní­cio da Q. para a Quarta-Feira de Cinzas.


2. Espiritualidade: A penitência públi­ca ao longo da Quaresma caiu em desu­so, mas ficou no espírito dos fiéis a necessidade de se prepararem ao longo de 40 dias de penitência para as festas pascais. Por sua vez, o catecumenado que, durante séculos, teve na Q. a fase de preparação próxima para os sacramentos da iniciação cristã na Vigília Pascal, também caiu em desuso (excepto nas mis­sões ad gentes), mas foi restaurado pelo Conc. Vat. II, dado o número crescente de baptismos de adultos. Assim, a “eleição” dos catecúmenos para a fase da “iluminação” passou a fazer-se no I Domingo da Quaresma, entrando os “elei­tos” em clima de retiro, marcado nas últimas semanas pelos “escrutínios” com as “tradições” (entregas) do Sím­bolo da Fé (Credo) e da Oração Domi­nical (Pai-Nosso), que eles acabam por fazer seus, proclamando-os (reditio) nos últimos escrutínios. Haja ou não catecúmenos, os fiéis de cada comunidade são convidados a viver a Q. em espírito catecumenal, preparando-se para a “re­no­vação das promessas do Baptismo” na Vigília Pascal. Fazem esta expe­riên­cia recorrendo às tradicionais práticas do jejum, da esmola e da oração, en­ten­dendo-as num sentido amplo de ascese cristã (luta contra as más inclina­ções, seduções mundanas e tentações, e exercício das virtudes cristãs), de caridade fraterna (pela prática das obras de mise­ricórdia) e de intimidade com Deus (escutando a palavra de Deus e dando-se às várias formas de oração).


3. Tem­po pe­ni­tencial: A Q. é um tempo forte de penitência. A atitude espiritual ex­pres­sa por esta palavra, tantas vezes na boca dos profetas e de J. C., é uma atitude complexa e muito rica, suscitada pela consciência do pecado. Começa por ser arrependimento pelo mal praticado e sincera dor do pecado; logicamente leva ao desejo de expiação e de reparação, para repor a justiça lesa­da, e de reconciliação com Deus e com os irmãos ofen­didos; chega final­mente à emenda de vida e mais ainda à conversão cristã, que é muito mais que uma conversão moral, para ser uma passa­gem à fé e à caridade sobre­naturais, com tudo o que implica de mudança de mentalidade, sensibilidade e maneira de amar, que passam a ser as próprias dos que pela graça se tornaram verdadeiros filhos de Deus.


4. Disciplina canónica: Para assegurar expressão comunitá­ria à prática penitencial, sobretudo no tempo da Qua­resma, a Igreja mantém o jejum e a abstinência tradicionais. Embora estas duas práticas digam hoje pouco à sensibilidade dos fiéis, mantêm-se em vigor, com variantes de país para país. Entre nós (Normas da CEP aprovadas na Ass. Plen. de Jul.1984), são dias de jejum para os fiéis dos 18 aos 59 anos (a me­nos de dispensa, por doença ou outra cau­sa) a Quarta-Feira de Cinzas e a Sex­ta-Feira Santa (convidando a liturgia a prolongar o jejum deste dia ao longo de Sábado Santo). E são dias de abstinência de carnes, para os fiéis depois dos 14 anos (embora seja bom que a iniciação nesta prática se faça mais cedo), as sextas-feiras do ano (a menos que cesse a obrigação pela coincidência com festa de preceito ou solenidade litúrgica), com possibilidade de substituição por outras práticas de ascese, esmola (ca­ridade) ou piedade, embora seja aconselhado manter a prática tradicional nas sextas-feiras da Quaresma. No que res­peita à esmola, ela deve ser proporcio­nal às posses de cada um e significar ver­dadeira renúncia, podendo revestir-se da forma de “contributo penitencial” (e, como já entrou nos hábitos diocesa­nos, de “renúncia quaresmal”) com destino indicado pelo bispo. 5. Liturgia qua­res­mal. Na hierarquia dos tempos litúrgicos, a Quaresma ocupa o 3.º lugar, depois do Tríduo Pascal e do Tempo da Páscoa, cuja celebração aliás prepara. Os Do­min­gos da Q. têm precedência sobre todas as celebrações. Se num de­les ocorrer uma solenidade, esta é transferida para a segunda-feira seguinte (ou para a se­gun­da-feira da II Semana Pas­cal, se cair na Semana Santa ou na Se­mana da Páscoa). As férias quaresmais têm precedência sobre as memórias obri­­gatórias. As leituras das missas do Ano A, por serem as mais adequadas para a catequese baptismal dos cate­cúmenos, podem utilizar-se mesmo nos Anos B e C. Aconse­lha-se a que se fa­çam, durante a Q., celebrações comuni­tárias da Penitência, com a confissão e a absolvição individuais; e pede-se aos sacerdotes que se dis­po­ni­bilizem para ou­vir os fiéis de confissão. A liturgia qua­resmal proporciona o clima mais ade­quado a este tempo, nomeadamente pelo rito das cinzas logo no início, pelo uso de paramentos roxos e proibição de flores nos altares e do toque de instrumentos musicais que não sejam para sus­ter o canto (com a excepção do IV Domingo, Laetare), pela supressão do Glória in excelsis, do Aleluia e do Te-Deum, por cobrir as cruzes e as imagens no V Domingo, até, respectivamente, à Adoração da Cruz em Sexta-Feira Santa e à Vigília Pascal.


06 fevereiro 2007

Quando Há Vida???

Como é possível dedicarmo-nos a questões tão importantes e tratá-las como se discutissemos algo tão insignificante como uma marca de roupa...
Tenho assistido a debates sobre a vida em que nada é esclarecido. Um desfile de vaidades de conhecimentos, uma tentativa de fazer transparecer a ideias de cada um, dispondo-as com um pavão dispõe as suas penas para impressionar a sua fêmea...
Não é possivel discutir onde começa a vida se estamos mais preocupados com as palavras, quando estamo preocupados em esconder a verdade, porque muitas das vezes ela é inconveniente.
Se quero dizer sim ao aborto, porque é que me recuso a chamar o embrião, o feto, aquela coisa (como alguns chamam), pelo nome que realmente tem????
É um individuo que se encontra em projecto dentro do utero, é alguem que pode ser uma pessoa tão especial como Jesus ou tão abominável como o Hitler... MAS AMBOS TIVERAM DIREITO A VIVER!!!

VIVER! VIDA!

Existe vida desde o primeiro momento, todos sabemos disso, cada vez se consegue descobrir elementos novos sobre a vida dentro do utero, cada vez com menos dias ou semanas...
Porque não são as pessoas claras sobre isso????
Porque é inconveniente.

Só posso dizer sim ou não em consciência se for imparcialmente e devidamente informado...

Porque se usam espaços de tempo como semanas, em vez de sermos correctos e usarmos meses...

PENSEM: 10 SEMANAS são 2 MESES E MEIO...

Qual custa mais dizer???

Vão pensando... EU SOU PELAS CRIANÇAS .... VENHAM A MIM AS CRIANCINHAS DISSE CRISTO...

26 janeiro 2007

12 janeiro 2007

São Francisco o Cristo do Segundo Milénio ?

Francisco de Assis, foi um exemplo da vida de sacrifício pelo próximo, de Amor por toda a obra de Deus e um seguidor dos passos de Jesus Cristo nutrindo grande devoção e afinidade com Maria, mãe de Jesus.

Atrevemo-nos a apresentar esta ideia, que muitas vezes nos assalta o coração: seria Francisco um novo Cristo? ou o próprio Cristo reencarnado?

A analogia bíblico-franciscana encontra a sua primeira expressão na carta de frei Elias a todas as províncias da Ordem, por ocasião da morte de Francisco. São apresentadas três analogias na carta de frei Elias: Cristo-Francisco, Jacó-Francisco e Moisés-Francisco.

Deixamos aqui a ideia, mas uma certeza nos resta: Francisco foi uma figura de extrema importância para a humanidade. O seu exemplo correu o mundo, e agora, tal como na sua época, trilhou sempre novos caminhos e fez crescer o Amor e a Fé nos corações de milhões de pessoas através dos tempos.

Em 1224, dois anos antes da sua passagem, Francisco após um período de várias dias e noites de isolamento no monte Alverne, em profunda meditação e oração, vivenciou experiências de Luz que só grandes Mestres como ele conseguem atingir. Desejou sentir em si mesmo a dor e o Amor que Jesus sentiu quando estava na cruz. "Quereria, meu Jesus Crucificado, subir a essa cruz, tirar-Te os cravos, e substituir-Te por um momento que fosse. Quereria daí de cima abraçar o mundo, amar a todos os homens, amar e sofrer por eles(...) Jesus, venha sobre mim toda a dor do mundo para a transformar em amor total, e que ninguém, desde agora até sempre, seja visitado pela dor".

Regressou aos Irmãos Menores trazendo o corpo marcado pelos estigmas, as cinco chagas de Cristo. As mãos e os pés apresentavam feridas que atravessam de um lado a outro. No tronco apresentava uma outra ferida como a que Cristo teve ao receber uma lança romana.

in http://franciscodeassis.no.sapo.pt/FranJes.htm

23 novembro 2006

Francisco contempla o presepio!

Sua maior intenção, seu desejo principal e plano supremo era observar o Evangelho em tudo e por tudo, imitando com perfeição, atenção, esforço, dedicação e fervor os "passos de Nosso Senhor Jesus Cristo no seguimento de sua doutrina". Estava sempre meditando nas suas palavras e recordava seus actos com muita inteligência.


Gostava tanto de lembrar a humildade de sua encarnação e o amor de sua paixão, que nem queria pensar em outras coisas.Precisamos recordar com todo respeito e admiração o que fez no dia de Natal, no povoado de Greccio, três anos antes de sua gloriosa morte.


Havia nesse lugar um homem chamado João, de boa fama e vida ainda melhor, a quem São Francisco tinha especial amizade porque, sendo muito nobre e honrado na sua terra, desprezava a nobreza humana para seguir a nobreza de espírito. Uns quinze dias antes do Natal, São Francisco mandou chamá-lo, como costumava, e disse: "Se você quiser que nós celebremos o Natal de Greccio, é bom começar a preparar diligentemente e desde já o que vou dizer. Quero lembrar o menino que nasceu em Belém, os apertos que passou, como foi posto num presépio, e ver com os próprios olhos como ficou em cima da palha, entre o boi e o burro".


Ouvindo isso, o homem bom e fiel correu imediatamente e preparou o que o santo tinha dito, no lugar indicado. Aproximou-se o dia da alegria e chegou o tempo da exultação. De muitos lugares foram chamados os irmãos: homens e mulheres do lugar, de acordo com suas posses, prepararam cheios de alegria tochas e archotes para iluminar a noite que tinha iluminado todos os dias e anos com sua brilhante estrela. Por fim, chegou o santo e, vendo tudo preparado, ficou satisfeito. Fizeram um presépio, trouxeram palha, um boi e um burro.


Greccio tornou-se uma nova Belém, honrando a simplicidade, louvando a pobreza e recomendando a humildade.A noite ficou iluminada como o dia e estava deliciosa para os homens e para os animais. O povo foi chegando e se alegrou com o mistério renovado em sua alegria toda nova. O bosque ressoava com as vozes que ecoavam nos morros. Os frades cantavam, dando os devidos louvores ao Senhor e a noite inteira se rejubilava.


O santo parou diante do presépio e suspirou, cheio de piedade e de alegria. A missa foi celebrada ali mesmo no presépio, e o sacerdote que a celebrou sentiu uma piedade que jamais experimentara até então.O santo vestiu dalmática, porque era diácono, e cantou com voz sonora o santo Evangelho. De fato, era "uma voz forte, doce, clara e sonora", convidando a todos às alegrias eternas. Depois pregou ao povo presente, dizendo coisas maravilhosas sobre o nascimento do Rei pobre e sobre a pequena cidade de Belém. Muitas vezes,-quando queria chamar o Cristo de Jesus, chamava-o também com muito amor de "menino de Belém", e pronunciava a palavra "Belém" como o balido de uma ovelha, enchendo a boca com a voz e mais ainda com a doce afeição.


Também estalava a língua quando falava "menino de Belém" ou "Jesus", saboreando a doçura dessas palavras.Multiplicaram-se nesse lugar os favores do Todo-Poderoso, e um homem de virtude teve uma visão admirável. Pareceu-lhe ver deitado no presépio um bebê dormindo, que acordou quando o santo chegou perto. E essa visão veio muito a propósito, porque o menino Jesus estava de fato dormindo no esquecimento de muitos corações, nos quais, por sua graça e por intermédio de São Francisco, ele ressuscitou e deixou a marca de sua lembrança. Quando terminou a vigília solene, todos voltaram contentes para casa.Guardaram a palha usada no presépio para que o Senhor curasse os animais, da mesma maneira que tinha multiplicado sua santa misericórdia.


De fato, muitos animais que padeciam das mais diversas doenças naquela região comeram daquela palha e tiveram um resultado feliz. Da mesma sorte, homens e mulheres conseguiram a cura das mais variadas doenças.O lugar do presépio foi consagrado a um templo do Senhor e no próprio lugar da manjedoura construíram um altar em honra de nosso pai Francisco e dedicaram uma igreja, para que, onde os animais já tinham comido o feno, passassem os homens a se alimentar, para salvação do corpo e da alma, com a carne do cordeiro imaculado e não contaminado, Jesus Cristo Nosso Senhor, que se ofereceu por nós com todo o seu inefável amor e vive com o Pai e o Espírito Santo eternamente glorioso por todos os séculos dos séculos. Amém. Aleluia, Aleluia

Tomás de Celano – Primeiro Livro (Fontes Franciscanas)